Índice de Homicídios
na Adolescência (IHA)

O Brasil é o segundo país do mundo em número de homicídios de adolescentes. O número de assassinados nessa faixa etária continua crescendo, sobretudo, nos estados do Nordeste.

A grande maioria das vítimas são meninos negros.

Essas foram as principais conclusões do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA-2014), resultado de uma parceria entre o UNICEF, o Ministério dos Direitos Humanos, o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência da UERJ.

 

Um Rosto Familiar

O UNICEF lançou mundialmente o estudo Um Rosto Familiar:

A violência na vida de crianças e adolescentes. O relatório mostra com que frequência meninas e meninos são vítimas de castigos físicos, abuso sexual, homicídios e outras formas de violência durante a infância e adolescência.

Veja o relatório completo e saiba mais aqui http://uni.cf/2tVJb1y

43 MIL ADOLESCENTES PODEM SER VÍTIMAS DE HOMICÍDIO NOS GRANDES MUNICÍPIOS BRASILEIROS ENTRE 2015 E 2021.

Para Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil, “enquanto nas últimas décadas o Brasil conseguiu reduzir a mortalidade infantil significativamente, o número de mortes entre os adolescentes cresceu de uma maneira alarmante.

É primordial que o país valorize a segunda década de vida e dê à adolescência a importância que ela merece”.

CAUSA PRIORITÁRIA PARA O UNICEF

A redução dos homicídios de adolescentes é uma prioridade do UNICEF em seu Programa de País 2017-2021.

A Plataforma dos Centros Urbanos é uma das ações desenvolvidas para proteger o direito à vida (confira neste relatório).

ESTUDO MOSTRA PERFIL DOS ADOLESCENTES ASSASSINADOS NO CEARÁ

ASSASSINADOS

Tratado sempre no diminutivo pelos familiares, Toinho morava com a avó, de 73 anos, duas primas e três irmãos mais novos, em uma casa de um único cômodo coberto, sem serviço de água e esgoto. Numa tarde de janeiro de 2015, ele foi morto em um terreno baldio próximo de lá. Tinha 12 anos. Toinho é um nome fictício para um dos vários adolescentes que lamentavelmente se tornaram personagens reais no estudo http://uni.cf/2u8b4Dp.


NOVA LEI PARA PROTEGER AS CRIANÇAS

Em 2017, o UNICEF participou diretamente da conquista de um grande avanço para a área de proteção infantil. Foi assinada a Lei 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.

Além de regulamentar mecanismos para prevenir a violência contra crianças, a lei estabelece medidas de proteção e procedimentos adequados para tomada de depoimentos das vítimas, impedindo que estas sejam obrigadas a vivenciar o crime novamente ou ter contato direto com o agressor, além de garantir a sua privacidade. A lei entrará em vigor agora em 2018.

 


 

ALGUNS RESULTADOS

Grandes Estudos

3 GRANDES ESTUDOS PUBLICADOS

Educar ou Punir, Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) e Um Rosto Familiar: A violência na vida de crianças e adolescentes tiveram grande alcance na grande mídia e apoio público às iniciativas aos direitos de crianças e adolescentes.

Aprovada a lei

APROVADA A LEI

13.431/2017 que amplia diretos de crianças e Adolescentes vítimas de violência.

150 MILHÕES

150 MILHÕES

de pessoas alcançadas pela cobertura dos relatórios IHA 2014 e Um Rosto Familiar: A violência na vida de crianças e adolescentes.

COMITÊ DE PREVENÇÃO DE HOMICIDIOS

COMITÊ DE PREVENÇÃO DE HOMICIDIOS

O UNICEF participou da criação do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, em um esforço conjunto com a Assembléia Legislativa do Estado e o Governo do Ceará para traçar o perfil dos adolescentes assassinados e contribuir com políticas públicas de enfrentamento à violência.