Quem
o UNICEF quer alcançar?

Como você deve imaginar, reduzir as desigualdades e garantir a igualdade de direitos entre as pessoas é uma tarefa complexa e nada fácil. Isso porque os desafios enfrentados diariamente por crianças e adolescentes não são o resultado de apenas um fator isolado.

Geralmente, a desigualdade é o resultado de muitas causas, que incluem a pobreza, a violência, a discriminação, o baixo acesso a serviços públicos, poucos ou nenhum espaço de participação e a falta de um engajamento real da sociedade para os direitos de crianças e adolescentes.

ESTAMOS PRIORIZANDO AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES:

1 EXCLUÍDOS

Aqueles que não têm acesso aos serviços básicos de saúde, educação e proteção. Por exemplo, você verá o que estamos fazendo em projetos como a Busca Ativa Escolar na maioria dos municípios brasileiros, para assegurar que essas crianças tenham direito de estudar.

excluidos

Arthur passou muito tempo em busca de vagas nas escolas de Mosqueiro (PA).

Devido à sua deficiência motora, sua mãe sempre ouvia negativas como: “Não há lugar” ou “Não temos como atendê-lo”.

Foi quando a família recebeu uma visita do UNICEF. “Souberam que aqui tinha uma criança fora da escola e vieram conversar. Perguntaram sobre a vida do Arthur e a nossa busca por vagas. Contei tudo e disseram que iriam ajudar”.

Hoje ele está na escola, se desenvolvendo junto com outras crianças da sua idade.

 

2 EM RISCO DE EXCLUSÃO

Aqueles que já têm seu direito básico garantido, mas estão em risco de perdê-lo ou com acesso a serviços de baixa qualidade. São ações como enfrentamento do atraso escolar, melhores condições de aprendizagem e aquelas voltadas à prevenção do HIV/Aids, da Sífilis Congênita e da gravidez na adolescência.

“A telha da sala vivia quebrada, parecia que o teto ia cair em cima da nossa cabeça. O banheiro era feio e escuro. Um dia apareceu uma cobra lá dentro. O único jeito de limpar a privada era jogando água do balde. Para lavar a mão, a gente usava o balde também”.

Essa era a realidade da escola de Ingrid, em Salgueiro (PE). Hoje há quatro salas de aula, sala dos professores e de informática, biblioteca, banheiros separados por gênero, cozinha, depósito de merendas, almoxarifado, pátio, refeitório e caixa d’água com maior capacidade de abastecimento.

Saiba mais: http://bit.ly/2o0qdC5

em risco

 

3 VÍTIMAS DE FORMAS EXTREMAS DE VIOLÊNCIA

Aqueles que são vítimas de violência. Queremos dar visibilidade ao tema, influenciar mudanças na legislação e melhorar os serviços de prevenção e enfrentamento da violência.

violencia

“De uma hora para a outra, o bairro ficou no escuro e tiros começaram a ser disparados sem parar. Meu pai, meu irmão e eu nos jogamos no chão assim que o tiroteio começou, mas minha irmã estava tão assustada que não reagiu.

De repente, as janelas da nossa casa se quebraram. As balas tinham atingidos a vidraça. Thaís caiu no chão. Meu pai correu até ela e a colocou na cama. No começo, ele pensou que ela tinha desmaiado de medo, mas então vimos todo o sangue escorrendo. E já não havia mais nada a fazer”,

Walas, do Rio de Janeiro (RJ), que perdeu a irmã para a violência.