Abuso e Exploração Sexual

Abuso e Exploração Sexual

Se as crianças da sua família ainda não manifestaram curiosidade sobre o próprio corpo, acredite, essa hora logo vai chegar.

E, num país como o Brasil, onde foram registradas mais de 84 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes (conforme dados do Disque Direitos Humanos de 2017), as informações sobre direitos sexuais e reprodutivos precisam ser passadas da forma mais natural e verdadeira possível.

Isso motivou o canal Futura, o UNICEF e a Childhood Brasil a criarem o “Que corpo é esse?”, uma série que informa crianças, adolescentes, educadores e famílias sobre como identificar e prevenir situações de abuso e exploração.

Escaneie o código ao lado para assistir a um episódio no seu celular ou acesse bit.ly/futura-que-corpo-e-esse para ver todos os episódios da série. Com as dicas, conversar sobre esses temas com as crianças e adolescentes ficou mais fácil.

“Uma educação sexual adequada e adaptada à idade de crianças e adolescentes é fundamental para prevenir violações dos seus direitos básicos. Por isso, estamos muito felizes em colaborar com o Futura e a Childhood Brasil neste projeto inovador.”

Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil

Segunda Chance

Lucas*, 16 anos, trabalha como jovem aprendiz e cursa o 2º ano do ensino médio em Santarém (PA). Aos 14 anos, foi sentenciado a 8 meses de medida socioeducativa em meio aberto. Com a medida, continuou vivendo com sua família, mas tinha que cumprir uma série de deveres. Junto ao CREAS, Lucas construiu um projeto de vida (PIA – Plano Individual de Atendimento), recebeu companhamento de psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais e passou a se interessar e a participar de grupos de teatro, atividades esportivas, palestras e oficinas. Seu empenho, aliado ao apoio de sua família, fez com que ele cumprisse a medida socioeducativa, adquirindo perspectivas reais de futuro.

“O que eu espero: ter um futuro brilhante, uma família formada, estar bem escolarizado, entrar numa faculdade, no curso de administração, que é meu foco”, conclui.

*Nome fictício para preservar a identidade do adolescente

 

violência contra adolescentes

Violência contra adolescentes

Devido ao grande número de homicídios de adolescentes e o alto índice de impunidade para esses crimes, o UNICEF vem atuando fortemente em várias cidades para enfrentar esse problema. Em 2018, por exemplo, apoiamos a criação de três Comitês para a Prevenção de Homicídios de Adolescentes em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro. Por meio dos comitês, está sendo possível construir diretrizes políticas destinadas aos procedimentos de investigação e prevenção da violência.

Premiação

Violência contra adolescentes

O estudo Vidas Interrompidas: Homicídios de Adolescentes em Fortaleza e em seis municípios do estado do Ceará, recebeu premiação internacional do UNICEF em 2018, como uma das Melhores Obras de Pesquisa