RESPOSTA À CRISE
HUMANITÁRIA VENEZUELANA

Entre 2015 e dezembro de 2019, o Brasil registrou mais de 253 mil migrantes* e refugiados vindos da Venezuela. Desses, aproximadamente 30% tinham menos de 18 anos.

Esses homens e mulheres que vieram para o Brasil têm histórias de muita dor e sofrimento. Cada criança vinda com eles ainda tem um futuro a ser escrito. É para preservar essas histórias e garantir uma resposta urgente para essa crise que o UNICEF vem atuando no Norte do Brasil.

VEJA PARTE DA
RESPOSTA BRASILEIRA
A ESSA EMERGÊNCIA,
no período de janeiro a dezembro de 2019:

agua

8 mil venezuelanos tiveram acesso a serviços de WASH e água potável para suas necessidades essenciais em locais de trânsito e acesso a serviços.

Mais de 10 mil pessoas nos abrigos tiveram acesso a itens essenciais de higiene e saneamento básico.

17 mil meninas e meninos tiveram acesso a filtros de água e serviços de WASH em espaços de aprendizagem.

Todos os abrigos da Operação Acolhida contam atualmente com monitoramento da qualidade da água, treinamento dos abrigados em boas práticas de higiene e limpeza, além de fornecimento regular de itens essenciais de higiene e limpeza diretamente às famílias.

Trabalhadores comunitários treinados pelo UNICEF atuam em 10 comunidades, no estado de Roraima, e já distribuíram filtros de água, kits de higiene e informações básicas a 2.858 pessoas.

educacao

Os 23 Súper Panas** implementados com o apoio do UNICEF combinam educação não formal, atividades de recreação, apoio psicossocial e atividades de prevenção à violência. As atividades são realizadas por professores, psicólogos e assistentes sociais brasileiros, indígenas e venezuelanos. 27 mil crianças tiveram acesso a apoio psicossocial nesses locais.

11.542 crianças e adolescentes participaram de atividades de educação não formal em Pacaraima (RR), Boa Vista (RR) e Manaus (AM).

A metodologia Busca Ativa Escolar localizou 825 crianças e adolescentes venezuelanas fora da escola e as matriculou em escolas da rede pública.

saude

Mais de 3,2 mil meninas e meninos receberam todas as vacinas recomendadas no Brasil.

3.576 meninas e meninos menores de 5 anos e 3.213 meninas e meninos de 5 a 18 anos tiveram acesso primário à saúde, incluindo prevenção, diagnóstico, tratamento, encaminhamento e monitoramento de doenças.

 

rodolfo

Lembram-se do Rodolfo Gimenez, de 10 anos? Em 2017, ele foi uma das mais de 800 crianças migrantes venezuelanas que voltaram para a escola depois da Busca Ativa Escolar promovida pelo UNICEF e seus parceiros em Roraima. Nesta semana, encontramos o menino em uma aula de biologia no abrigo em que vive, em Boa Vista. Mais de 780 crianças participam do projeto educativo em parceria com o Instituto Pirilampos. Além de terem aulas de todas as disciplinas do ensino básico, elas têm acesso à recreação, ao reforço escolar e ao apoio psicossocial.

ogrismar

“Vim para o Brasil pela minha filha. Já não tínhamos o que comer, remédio, ela não tinha roupa para vestir, não tinha fralda. A menina chorava de fome.” Ogrismar e sua filha Glorismar, de 2 anos, chegaram há três dias ao Brasil. Ela viu a comunidade indígena warao em que vivia, na Venezuela, se esvaziar à medida que amigos e familiares saíam em busca de alimentos e itens de necessidade básica. Com o apoio do UNICEF e de seus parceiros, ela e sua filha estão tendo acesso a serviços de saúde, comida e itens de higiene.

 

*Fonte: Plataforma de Coordenação para Refugiados e Migrantes da Venezuela (https://r4v.info/en/situations/platform/location/7509). Acesso em: 10 fev. 2019. **Espaços de educação e proteção infantil, onde meninas e meninos retomam regularmente a rotina escolar e aprendem noções de português, antes de se matricular na escola regular e são apoiados para garantir aprendizagem bem-sucedida. UNICEF e parceiros fornecem apoio psicossocial inclusive através de atividades recreativas e esportivas – o que é essencial ao desenvolvimento e à recuperação emocional dos jovens migrantes.

 

protecao

O UNICEF orientou mais de 1.600 cuidadores nos serviços de educação e proteção.

26 mil pessoas receberam mensagens sobre hábitos que salvam vidas, práticas e comportamentos de proteção, bem como informações sobre acesso e uso de vários serviços públicos.

1.469 soldados do Exército Brasileiro participaram da proteção contra exploração e abuso sexual; mais de 40 profissionais participaram do cuidado às crianças sobreviventes de violência sexual; e 476 profissionais de 14 municípios de Roraima participaram de serviços de proteção infantil. 914 pessoas participaram ativamente de mecanismos de prestação de contas apoiados pelo UNICEF.

nutricao

661 gestantes e 3.618 crianças de 6 a 59 meses receberam suplementação nutricional para a prevenção de deficiências de ferro e outros micronutrientes.

Uma avaliação nutricional realizada nos abrigos de Roraima detectou 104 crianças menores de 5 anos com desnutrição grave. Todas foram salvas ao serem encaminhadas para o Centro de Nutrição de Referência.

Cerca de 1,5 mil mães, pais e cuidadores receberam aconselhamento sobre amamentação e alimentação saudável para bebês e crianças pequenas.

apoio

Um estudo em andamento do UNICEF busca facilitar a integração das famílias venezuelanas no programa Bolsa Família.

Com uma abordagem inovadora, o projeto G-Move leva a adolescentes brasileiros e venezuelanos informações que estimulam o pensamento crítico sobre o processo de migração e o combate à discriminação e à xenofobia.

Uma nova plataforma desenvolvida pelo UNICEF está usando inteligência artificial para auxiliar adolescentes na prevenção à xenofobia.

 

curte

Curte quem já está pronto
para o almoço!

Oito mil crianças venezuelanas estão sendo beneficiadas pelo programa de alimentação escolar em 24 escolas públicas na província de Miranda, na Venezuela. O programa-piloto de alimentação escolar, apoiado pelo UNICEF, quer aumentar o número de alunos matriculados nas escolas, pois assim suas famílias têm a certeza de que as crianças recebem uma refeição equilibrada por dia.

jose

José López, de 21 anos, era estudante de administração na Venezuela, mas deixou tudo em busca de uma vida melhor no Brasil.

Ao chegar ao País, teve que dormir nas ruas por uma semana até encontrar abrigo. Hoje ele trabalha como monitor de água, saneamento e higiene do UNICEF e seu parceiro Adra, sensibilizando 5 mil pessoas sobre a prevenção de doenças e monitorando a qualidade da água dos abrigos.

escola

De volta à escola.

O UNICEF proporcionou materiais escolares para mais de 300 mil crianças para que elas permaneçam na escola, na Venezuela.

Estima-se que mais de um milhão de meninos e meninas estejam fora do sistema educacional em todo o País.